ser engolido por uma parede.
já pensou?
é assim se sentir dentro de algo estranho, maciço.
as moléculas por lá ainda se mexem. cargas
elétricas se trocam.
e um ser vivo humano lá dentro interligado com essa loucura em movimento e ainda sim parada.
depois passar pra uma segunda parede.
é assim que acontece. um dia num lugar. depois dentro de outro lugar. e depois de outro.
e sempre fazendo ligações moleculares. e trocando
elétrons.
uma hora é a parede que está pensando por você. chega uma hora que não dá mais pra pensar.
chega uma hora que a hora de parar. e aí que tento sair. mas não consigo. me reviro. me bato. chuto. soco. e nada.
eis que surge uma terceira parede.
pareço nadar lá por dentro sem previsão de chegada.
e assim eu vou. assim você vai.
e isso não é uma visão pessimista. muito menos realista. e sim uma visão surrealista.
é.
tá acima daqui.
sei lá também.
vai que pode tá
embaixo daqui.
e a quarta parede sem sorte de sair.
to dentro do meu quarto.
Isso foi muito
abstrato e até estranho demais. Inconsciente.