sábado, 16 de janeiro de 2010

- sobre o que é tudo isso?





































- Sobre roubar palavras dos outros e dizer que são minhas!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

amo as imagens que deixam sua marca bem no coração, que fica perto do cérebro. orfeu beijou a morte na boca. humano. fugir já adianta. voltar no tempo é crime inafiançável. parece tudo um enorme julgamento. juiz, júri e carrasco. daí não dá pra escapar. as imagens se movem rapidamente ou lentamente. pra trás ou pra frente. não há como escapar. adoro quando as imagens me fazem sorrir. sinto que dá pra prosseguir. vida. que pena que ela não vai sobreviver. pensando bem, que é que vai? ah, as imagens. depois passa tudo. o sorriso se esconde novamente. espero encontrar mais imagens. ver-vi-ver.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

lembranças do tempo em que o tempo falava - comigo. de um velho para outro.

uma coisa estranha acontece com o tempo. ele se torna cada vez mais rápido. num piscar de olhos ele começou a se expressar e a me dizer algo. coisas que eu não entendo. as marcas foram ficando mais evidentes a cada dia. a música que vinha com as marcas cada vez mais alta e cortante. o cérebro mais lento não podia mais nem tentar captar aquilo. doía. os sentidos se apagaram. o apego pelas coisas se perdeu. brilhou o sol mais uma vez. não consegui me levantar. o tempo dizia que não havia tempo a perder. mas perdi.
hoje com 99 anos e um funeral me aguarda.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

..

um mergulho em direção a irís.
talvez assim entre em contato com algo melhor.
talvez daí brote uma nova flor.
um ano mais passou.
ideias nasceram e morreram.
pessoas nasceram e morreram.
que eu possa encarar mais olhares.
e que um desses olhares cresça cada vez mais dentro de mim.
que isso seja algo bom.
que venham mais batalhas.
que não possam ser vencidas talvez.
levantar e correr.
mesmo com os joelhos partidos.
mais chuva vai cair.
mais vento no rosto.
mais luar atravessando a janela.
ano bom.
ano melhor.
mergulhar.
afundar.
renascer.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

nada de luxo em versos enxutos

estranha impregnação vinda de bem distante
chiam os "ésses" na cadeira do bar
andam em pares os românticos amantes
meus pés cansados encontram descanso no teu par.

esquento a cabeça e penso em voltar
ando em círculos e encontro versos bregas
penso em ser mais uma vez do ar
mas sua saia cheia de pregas
-enrolam minha cabeça-

entendo que nada disso é pra ser rápido
creio ter passado dos limites
mas pra que ser devagar se o que suga a vida é ávido?
então me deixe dormir e cante uns palpites.

mas é difícil não andar
é mais fácil despencar
se jogar
infinitivo é meu pesar.

nada combina nesse palavreado inútil.
pouca importa
não tinha nada de útil
a dizer nesta poemação que me corta.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

o peso das nuvens - breve

o peso do dia de hoje ta esmagando alguma coisa por dentro.
talvez seja por causa do peso das nuvens escuras que tão pelo céu hoje.
o corpo tá leve.
mas tem alguma coisa errada.
fora de lugar.
talvez querendo se acertar.
e sem saber como.
queria tanto a chuva.
e agora sinto falta do sol.